A população mundial acompanha com pesar os trágicos acontecimentos no sudeste do país, onde as chuvas não param e o número de mortos não para de crescer.
A imprensa mundial já afirmou tratar-se de uma tragédia anunciada, já que o crescimento desordenado das cidades, juntamente com o descaso e a “vista grossa” dos governos (federal, estadual e municipal), sem critério para a concessão de autorizações de construção e sem fiscalização, são os principais responsáveis por tantas vidas ceifadas tão prematuramente.
Famílias foram desfeitas, crianças ficaram órfãs, mães enterram seus filhos e também muitos amigos se foram.
Não se trata aqui de apontar culpados, mas o fato é que a população atingida, atônita e chocada com os acontecimentos, não pensa em responsabilidades, em causas ou conseqüências, busca tão somente resguardar-se, ficar
Entretanto, é justamente em função deste modo de pensar que, sem qualquer ação preventiva ou plano de emergência, ano após ano, tragédias como esta se repetem e as autoridades continuam a não fiscalizar construções irregulares, continuam a não retirar famílias de áreas de risco, continuam a não avisar a população para saírem de suas casas. Salvo é claro, a prefeitura de Areal, que num simples alerta sonoro salvou inúmeras pessoas. Noutras palavras, dignou-se a respeitar o direito maior de seus munícipes: a VIDA.
O governo do Estado do Rio de Janeiro decretou luto oficial de 7 dias, a União Federal decretou luto oficial de 3 dias. O luto oficial demonstra o pesar da nação, da população pela tragédia. Significa dizer que a tristeza e a comoção acometem todos os cidadãos. O luto oficial é sinal de respeito que, na prática, implica no hasteamento da bandeira a meio mastro, e só!
Particularmente, e seguindo a máxima “é melhor prevenir do que remediar”, o ato de maior respeito é aquele que preserva o bem maior. Muito mais respeito teve o prefeito de Areal ao gravar, ele mesmo, o aviso sonoro de alerta máximo para que os munícipes deixassem suas casas e se protegessem.
O decreto de luto oficial apresenta-se, afinal, como uma forma respeitosa de o governo dizer: desculpe, falhamos!
Mas isso, isso já é uma outra história.
É isso aí.
